13 de junho de 2011

Mais pontos de carregamento eléctrico em Londres

O mayor (equivalente a Presidente da Câmara) de Londres, Boris Johnson, quer transformar a cidade na capital do carro eléctrico. Para isso, acabou de lançar o projecto Source London, uma parceria público-privada que abriu 150 novos pontos de carregamento para carros eléctricos na capital britânica.

No total, a cidade já conta com 400 pontos de carga, sendo que o objectivo é atingir os 1300 até 2013.

Para utilizar a rede, os condutores terão de pagar 100 libras anuais – cerca de 112 euros. Porém, os motoristas que optarem por estes veículos ficarão dispensados do pagamento do imposto automóvel. Uma medida de incentivo à compra de veículos eléctricos.

O mayor pretende ter 100 mil carros eléctricos nas estradas londrinas, segundo o portal da Source London.

Londres não é a única na corrida pelo título da capital eléctrica. Também em Paris e na Alemanha estão a ser construídos pontos para o carregamento de veículos.

Italianos ficam com totalidade da Sociedade Térmica Portuguesa e 40 por cento da ENEOP

A venda de 50 por cento da operadora de energia eólica à Enel Green Power Espanha já foi concretizada pela Sonae Capital, anunciou hoje a empresa num comunicado pela Comissão de Valores de Mercados Mobiliários.

Esta alienação, que estava prevista desde Março e aguardava pela "luz verde" da Autoridade de Concorrência, significa que a Sociedade Térmica Portuguesa (STP) passa a estar a 100 por cento nas mãos da subsidiária espanhola da Enel Green Power, que já detinha os restantes 50 por cento da STP e se dedica às energias renováveis.

A Sonae Capital fez esta venda à Finerge-Gestão de Produtos Energéticos, subsidiária do grupo de energia. A operação rendeu à sociedade do grupo Sonae um encaixe de 36,9 milhões de euros e deverá ter impacto positivo de 22,9 milhões de euros nos resultados consolidados de 2011, de acordo com estimativas divulgadas em Março passado.

Potência eólica instalada cresceu em Março

O total da potência instalada renovável atingiu 9 784 MW, no final de Março de 2011, de acordo com informação da Direcção Geral de Energia e Geologia. O aumento, relativamente a Fevereiro, verificou-se na potência instalada eólica.

A produção total de energia eléctrica, a partir de fontes de energias renováveis, decresceu 16 por cento no 1º trimestre de 2011, relativamente a igual período de 2010. Este decréscimo resulta sobretudo do comportamento da componente hídrica, que reduziu 22 por cento neste período, verificando-se, em Março, uma descida mais acentuada (de 34 por cento) relativamente ao mês homólogo do ano anterior do que a registada em Fevereiro.

A produção eólica, no 1º trimestre de 2011, decresceu nove por cento relativamente a igual período do ano anterior, registando-se, contrariamente ao que se verificou com a produção hídrica, um decréscimo menos acentuado em Março (-4 por cento) relativamente ao mês homólogo do ano anterior, do que o registado em Fevereiro (-18 por cento).

Consulta pública para decidir futuro nuclear em Itália será também um novo teste à resistência de Berlusconi

Itália realiza domingo e segunda-feira um referendo sobre o futuro da energia nuclear no país, uma consulta pública exigida pela oposição que também é encarada como um novo teste à resistência do governo liderado por Sílvio Berlusconi.

O referendo conta com apoio das principais forças da oposição, como o Partido Democrático (PD), a Itália dos Valores e o Partido Verde (PV), que defendem a suspensão definitiva da energia nuclear.

Apesar do recurso interposto pelo governo de Berlusconi, o Supremo Tribunal italiano e o Tribunal Constitucional acabaram por confirmar a realização da consulta pública.

O líder italiano defende que não existe qualquer razão para a realização da consulta pública, uma vez que a suspensão dos projetos nucleares do país foi decidida em abril último pelas autoridades italianas.

Após o acidente na central de Fukushima (nordeste do Japão) em março passado, Roma suspendeu um programa de reintrodução da energia nuclear lançado em 2008, anulando as normas relativas à localização e à construção de centrais.

Brasil poderá ser potência mundial em energia limpa

Com quase metade da matriz energética composta por fontes renováveis, o Brasil tem potencial para ampliar a produção de energia limpa e tornar-se uma potência energética mundial, disse o presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rosseto. “O País está em uma posição estratégica excepcional, tem terra, água, sol, capacidade de trabalho, tecnologia e vontade de colocar esses recursos a serviço da sociedade”, ressaltou.

De acordo com Rosseto, que participou do seminário Sustentar XXI, realizado nesta quinta-feira (9) pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, neste momento a Petrobras produz etanol e biodiesel em 14 usinas, uma delas em Moçambique, na África. Nos próximos dois anos, a empresa planeja iniciar a comercialização do biocombustível para avião. “No momento, já sabemos fazer o produto em laboratório e em planta-piloto, só não temos ainda competitividade econômica”, disse.

i-MiEV fornece energia a electrodomésticos

Em consequência do terramoto e posterior tsunami no Japão que danificaram várias centrais nucleares, sendo a situação mais grave a de Fukushima, a Mitsubishi resolveu antecipar em um ano o lançamento de dispositivo que permite que o veículo eléctrico i-MiEV possa fornecer energia a casas e electrodomésticos.

A ideia é que a bateria daquele veículo substitua a habitual corrente eléctrica – em caso de falha do fornecimento de energia – necessária para um lar. Algo que, garantem os especialistas, é possível durante um dia ou dia e meio.

Brasil - Ecogerma 2011 debate sustentabilidade nas megacidades

A Câmara de Indústria e Comércio Brasil-Alemanha (AHK) promove entre 30 de junho de 01 de julho de 2011, em São Paulo (SP), a conferência Ecogerma 2011. Voltada a gestores públicos, técnicos em meio ambiente, empresários, estudantes, especialistas em sustentabilidade e ao público em geral, a terceira edição do evento tem como tema central a sustentabilidade voltada ao contexto das megacidades brasileiras e contará com a participação de especialistas brasileiros e alemães na condução das palestras. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site www.ahkbrasil.com. As vagas são limitadas e é necessária inscrição antecipada.

Mirando os impasses ambientais ligados ao desenvolvimento acelerado das grandes cidades, a conferência preparou uma série de painéis voltados à discussão dos principais problemas urbanos da atualidade. Durante os dois dias, especialistas alemães e brasileiros se revezam na discussão de temas como planejamento urbano, gestão de recursos hídricos, destinação de resíduos, conservação de energia, eficiência energética e estratégias para redução de gases de efeito estufa. A programação também reserva espaço para discussão de parcerias público-privadas para gestão dos recursos ambientais e um painel sobre o tema construção sustentável (green buildings).