Por anos, o Google manteve segredo sobre o volume de energia consumido pelos enormes centros de dados da companhia. Ontem, através de um comunicado divulgado em seu blog oficial, a empresa revelou que suas instalações usam continuamente 260 milhões de watts, que seriam suficientes para alimentar, por exemplo, 200 mil casas comuns, segundo cáculos do jornal The New York Times.
Os números se referem ao consumo total da empresa – incluindo, por exemplo, o campus universitário que mantém na Califórnia (EUA). Mas os centros de dados são os maiores responsáveis pelo gasto. Cada vez que um usuário faz uma busca ou assiste a um vídeo do YouTube, os processadores do Google usam energia – cem buscas consomem, aproximadamente, o mesmo que uma lâmpada de 60 watts que fique 28 minutos ligada.
A empresa afirma que, apesar alto consumo elétrico, o Google contribuiu para “um mundo mais verde”. Como exemplo, cita usuários que deixam de usar o carro porque conseguiram uma informação sem sair de casa, através do buscador. Além disso, desde 2007 a empresa tornou-se “carbono zero”, compensando as emissões pelas quais é responsável – calculadas em 1,45 milhões de toneladas de carbono em 2010. “Investindo centenas de milhões de dólares em projetos e empresas renováveis, estamos ajudando a criar 1,7 GW de energia renovável. É o mesmo que a energia usada para alimentar 350 mil casas, e muito mais do que nossas operações consomem”, acrescenta o comunicado.
13 de setembro de 2011
Projeto inovador eólico é apresentado na Póvoa de Varzim
O projeto de energia eólica denominado 'WindFloat', da EDP, a instalar na Póvoa de Varzim, é apresentado esta manhã numa sessão pública na Câmara Municipal.
A estrutura vai permitir dar um "passo significativo na possível utilização do vasto potencial eólico 'offshore' de Portugal, de forma que sejam cumpridas metas europeias traçadas no sector das energias renováveis", avançou a autarquia em comunicado.
O 'WindFloat' é uma tecnologia semi-submersível, semelhante a uma plataforma petrolífera com três pilares, sendo que num deles é instalada a torre eólica, com uma turbina, informou a mesma fonte.
A estrutura vai permitir dar um "passo significativo na possível utilização do vasto potencial eólico 'offshore' de Portugal, de forma que sejam cumpridas metas europeias traçadas no sector das energias renováveis", avançou a autarquia em comunicado.
O 'WindFloat' é uma tecnologia semi-submersível, semelhante a uma plataforma petrolífera com três pilares, sendo que num deles é instalada a torre eólica, com uma turbina, informou a mesma fonte.
Governo de Macau devia ser mais aberto a especialistas do ambiente
Macau está aquém da China e de Hong Kong nas energias renováveis e na política de tecnologia verde, considerou sexta-feira o presidente executivo (CEO) da GreenTech Outpost, em declarações à Agência Lusa.
"Gostava que o governo de Macau fosse mais aberto e convidasse os especialistas a ajudá-lo a delinear algumas regulamentações e as linhas de ação mais adequadas", disse Stephen Wong, à margem da conferência 'Energias Renováveis no Delta do Rio das Pérolas e seus impactos no desenvolvimento sustentável das comunidades locais', promovida pela revista Macau Business.
O CEO da empresa fornecedora de casinos em Macau mostrou-se surpreendido com a "pouca informação" disponibilizada no portal do governo de Macau e frisou que se este "está interessado em promover o uso de 'green-tech' [tecnologia verde] devia estar aqui representado e em todos os eventos do género para perceber quem são os especialistas que pode consultar".
"Gostava que o governo de Macau fosse mais aberto e convidasse os especialistas a ajudá-lo a delinear algumas regulamentações e as linhas de ação mais adequadas", disse Stephen Wong, à margem da conferência 'Energias Renováveis no Delta do Rio das Pérolas e seus impactos no desenvolvimento sustentável das comunidades locais', promovida pela revista Macau Business.
O CEO da empresa fornecedora de casinos em Macau mostrou-se surpreendido com a "pouca informação" disponibilizada no portal do governo de Macau e frisou que se este "está interessado em promover o uso de 'green-tech' [tecnologia verde] devia estar aqui representado e em todos os eventos do género para perceber quem são os especialistas que pode consultar".
Universidade do Minho pretende reduzir em dez por cento a factura energética
A Universidade do Minho (UM) pretende reduzir a factura energética em “cerca de 10 por cento”, um objectivo “motivado por questões orçamentais, ambientais e educacionais”, através de um programa de medidas de “carácter técnico e comportamental”.
Em declarações à Agência Lusa, o responsável pela Agência da Universidade do Minho para a Energia e o Ambiente (AUMEA), o docente Renato Morgado, explicou que a UM tem uma fatura energética anual de um milhão e oitocentos mil euros.
“Pretendemos reduzir esta fatura em cerca de dez por cento”, afirmou Renato Morgado, explicitando que “este é naturalmente um objetivo imediato” mas que se pretende também “diminuir o consumo energético”.
Segundo o docente, “há razões de obrigação ética”, uma vez que a “disponibilidade de um recurso fundamental como a energia constitui um problema para a humanidade”.
Assim, a UM está a levar a cabo um programa de ações com “várias componentes”, desde o “incentivo à diminuição efetiva do consumo energético, até à otimização das condições de compra de energia, passando pela formação e pela revisão das condições técnicas das instalações da instituição”.
Em declarações à Agência Lusa, o responsável pela Agência da Universidade do Minho para a Energia e o Ambiente (AUMEA), o docente Renato Morgado, explicou que a UM tem uma fatura energética anual de um milhão e oitocentos mil euros.
“Pretendemos reduzir esta fatura em cerca de dez por cento”, afirmou Renato Morgado, explicitando que “este é naturalmente um objetivo imediato” mas que se pretende também “diminuir o consumo energético”.
Segundo o docente, “há razões de obrigação ética”, uma vez que a “disponibilidade de um recurso fundamental como a energia constitui um problema para a humanidade”.
Assim, a UM está a levar a cabo um programa de ações com “várias componentes”, desde o “incentivo à diminuição efetiva do consumo energético, até à otimização das condições de compra de energia, passando pela formação e pela revisão das condições técnicas das instalações da instituição”.
Aumento do IVA sobre energia pode levar escolas à falência
O aumento do IVA sobre a electricidade e o gás para 23%, associado aos cortes no financiamento do ensino público, pode levar muitas escolas à falência, avança hoje o Diário de Notícias.
O presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Adalmiro da Fonseca, alertou para a situação. «Como vão conseguir manter as escolas em funcionamento, sobretudo com esta despesa de IVA?», disse.
Adalmiro da Fonseca acrescenta ainda que muitas escolas deixarão de ter aquecimento e admite que as visitas de estudo, bem como as actividades curriculares terão de ser bem coordenadas devido aos gastos.
Segundo o jornal, é provável que algumas escolas vejam a sua factura anual aumentada em cerca de 3400 euros mensais na conta da luz. «Este tipo de encargos – luz, gás, água – representa muito dinheiro, refere por sua vez Manuel Esperança, presidente do Conselho das Escolas.
A responsável recorda que já houve muitos gastos energéticos, nomeadamente nas escolas que tiveram a intervenção da empresa Parque Escolar. Contudo, todos esses gastos eram pagos pelo Ministério da Educação.
O presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Adalmiro da Fonseca, alertou para a situação. «Como vão conseguir manter as escolas em funcionamento, sobretudo com esta despesa de IVA?», disse.
Adalmiro da Fonseca acrescenta ainda que muitas escolas deixarão de ter aquecimento e admite que as visitas de estudo, bem como as actividades curriculares terão de ser bem coordenadas devido aos gastos.
Segundo o jornal, é provável que algumas escolas vejam a sua factura anual aumentada em cerca de 3400 euros mensais na conta da luz. «Este tipo de encargos – luz, gás, água – representa muito dinheiro, refere por sua vez Manuel Esperança, presidente do Conselho das Escolas.
A responsável recorda que já houve muitos gastos energéticos, nomeadamente nas escolas que tiveram a intervenção da empresa Parque Escolar. Contudo, todos esses gastos eram pagos pelo Ministério da Educação.
Privatização da EDP arranca este mês e estará concluída em Outubro
Venda da posição do Estado na REN avança em Novembro. Privatização da TAP fica para 2012.
O processo de privatização da EDP deverá ter início ainda este mês, prevendo-se que esteja concluído em Outubro, apurou o Diário Económico junto de fontes ligadas ao processo. Já a privatização da REN terá lugar em Novembro, ao passo que a venda da posição na Galp só deverá avançar em Dezembro, dado o impasse na clarificação da estrutura accionista e da administração da petrolífera.
De acordo com as mesmas fontes, o caderno de encargos para a privatização da EDP deverá ser divulgado este mês, devendo a venda da participação de 20% actualmente detida pelo Estado (avaliada, em bolsa, em mais de 1,6 mil milhões de euros) estar concluída até ao final de Outubro. A privatização deverá ser feita através da venda em bloco a um ou mais investidores, uma vez que a dispersão em bolsa é difícil de realizar dada a actual situação dos mercados. Entre os interessados na EDP, estão a EDF, a Eletrobras, a China Power, a Qatar Holding e a E.ON, entre outros grupos.
O processo de privatização da EDP deverá ter início ainda este mês, prevendo-se que esteja concluído em Outubro, apurou o Diário Económico junto de fontes ligadas ao processo. Já a privatização da REN terá lugar em Novembro, ao passo que a venda da posição na Galp só deverá avançar em Dezembro, dado o impasse na clarificação da estrutura accionista e da administração da petrolífera.
De acordo com as mesmas fontes, o caderno de encargos para a privatização da EDP deverá ser divulgado este mês, devendo a venda da participação de 20% actualmente detida pelo Estado (avaliada, em bolsa, em mais de 1,6 mil milhões de euros) estar concluída até ao final de Outubro. A privatização deverá ser feita através da venda em bloco a um ou mais investidores, uma vez que a dispersão em bolsa é difícil de realizar dada a actual situação dos mercados. Entre os interessados na EDP, estão a EDF, a Eletrobras, a China Power, a Qatar Holding e a E.ON, entre outros grupos.
Eficiência energética e renováveis ganham com aumento do IVA na electricidade
O aumento do IVA na electricidade, dos actuais seis por cento para os anunciados 23 por cento, vai beneficiar o mercado da eficiência energética e da microgeração, revelam ao AmbienteOnline os representantes destes segmentos. Conforme explica Miguel Matias, presidente da Associação de Empresas de Serviços de Energia, esta medida vai «obrigar as empresas a olhar para os custos com a energia – na ordem dos 10 por cento dos custos de produção – e geri-los da melhor forma». Tal poderá passar por efectuar auditorias energéticas e implementar medidas de redução do consumo, ou ainda implementar formas alternativas de produção de energia.
Repercutindo-se este valor no consumidor final a eficiência vai ter de aumentar. Isto significa que para as empresas que efectuam auditorias e certificações energéticas, a procura deverá aumentar. Mas Miguel Matias acredita também que este é o tempo de passar à acção. «Acabou-se a emissão dos certificados energéticos sem a aplicação de mais medidas. Agora será mais importante a fase seguinte, de implantação das medidas de redução de consumo energético. Penso que aí estará o foco neste domínio», sublinha. Neste sentido, também terão de aumentar as políticas públicas de eficiência energética nos edifícios públicos, aponta. João Carvalho, vice-presidente da Associação Portuguesa de Indústria Solar (Apisolar), é da mesma opinião: «A medida vai promover comportamentos eficientes», uma vez que o imposto é também um regulador de consumos.
Repercutindo-se este valor no consumidor final a eficiência vai ter de aumentar. Isto significa que para as empresas que efectuam auditorias e certificações energéticas, a procura deverá aumentar. Mas Miguel Matias acredita também que este é o tempo de passar à acção. «Acabou-se a emissão dos certificados energéticos sem a aplicação de mais medidas. Agora será mais importante a fase seguinte, de implantação das medidas de redução de consumo energético. Penso que aí estará o foco neste domínio», sublinha. Neste sentido, também terão de aumentar as políticas públicas de eficiência energética nos edifícios públicos, aponta. João Carvalho, vice-presidente da Associação Portuguesa de Indústria Solar (Apisolar), é da mesma opinião: «A medida vai promover comportamentos eficientes», uma vez que o imposto é também um regulador de consumos.
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