29 de março de 2011

Mais parques eólicos no Brasil

O Brasil, que já possui 51 parques eólicos em operação, com capacidade instalada de 937 MW, vai ganhar mais nove unidades. O BNDES aprovou o financiamento de R$ 790,3 milhões para a construção de oito deles no Ceará (com capacidade total de 211,5 MW) e o nono em Tramandaí, no Rio Grande do Sul (que terá 70 MW de potência instalada).

Além destes, outros 18 projetos estão em construção, com mais 500,8 MW para entrar em operação ao longo deste ano (inclua-se aqui o Parque Eólico de Tramandaí). Em outras palavras, as autorizações para investimentos em energia eólica cuja construção ainda não foi iniciada já atingem 3.600 MW, distribuídos por 134 projetos.

Os recursos agora aprovados serão destinados a oito sociedades de propósito específico (SPEs) constituídas pelo Grupo IMPSA em parceria com o Fundo de Investimento do FGTS - FI FGTS, exclusivamente para os projetos. O BNDES financiará, de forma indireta, R$ 562,6 milhões a serem repassados pela Caixa Econômica Federal.

Empresas chinesas lideram mercado mundial de bateria para energia solar

Segundo informou a imprensa alemã, as empresas chinesas se tornaram as maiores produtoras mundiais de bateria para energia solar em 2010.

Conforme seleção produzida pela revista Photon, especializada na indústria de energia solar, quatro empresas chinesas entraram no ranking dos dez maiores fabricantes globais de bateria para energia solar. A parcela ocupada pelas companhias chinesas no mercado internacional do setor também aumentou de 38,1%, em 2009, para 47,8%, no ano passado.

A revista mostrou ainda que a indústria de energia solar cresceu significativamente no ano passado. Em comparação com 2009, o volume global de produção de baterias para energia solar aumentou em 118%.

Zhang Lei – empreendedor de energia eólica

O Parque Industrial de Jiangyin, um distrito da cidade de Wuxi, na província de Jiangsu, leste da China, é o centro de produção e administração de equipamentos de usina eólica na China. A zona industrial foi fundada em 2007 e serve para empreendimentos de alta tecnologia. No programa de hoje, vamos conhecer Zhang Lei, um dos jovens empreendedores do parque de Jiangyin.

Zhang é dono de uma companhia de energia eólica. No telão do Departamento de Engenharia da empresa está renovando os parâmetros de 33 unidades da usina eólica em Fujian, província localizada no sudeste da China. O responsável, Xie Dekui, mostra que a empresa possui várias usinas em todo o país:

"Aqui é o centro de monitoramento que abrange todo o mundo. Supervisionamos em tempo real as condições dos geradores de eletricidade. Estamos criando um novo conceito que é a geração elétrica inteligente, gerenciada por controle remoto. Assim podemos controlar todas as unidades em um lugar só e até solucionar possíveis problemas. Atualmente temos mais de 200 geradores de eletricidade pela força do vento e mais 100 estão em construção."

Eólica gigante pode abastecer 30 mil casas

A maior turbina eólica do mundo está instalada em Emden, na Alemanha. Foi construída em 2007, com 6 megawatts (MW) de potência, pela Enercom.

Entretanto, em 2009 esta turbina E-126 foi repotenciada tendo sido aumentada a sua capacidade para 7,5 MW.

Em 2010 foram instaladas 24 na Alemanha e na Bélgica do modelo E-126.

Markbygden, na Suécia, deverá receber o maior parque eólico do mundo, com 1.101 turbinas distribuídas por 500 quilómetros quadrados, as quais deverão representar uma capacidade instalada de 4000 MW. Markbygden fica no norte da Suécia e o parque eólico que ali vai surgir será composto principalmente de aerogeradores Enercon E-126 de 7.5 MW.

França e Tunísia assinam acordo na área de energia renovável

A Tunísia e França assinaram, em Túnis, um acordo sobre um arranjo administrativo para o desenvolvimento e a utilização racional das energias renováveis.

Rubricado pelo ministro tunisino da Indústria e Tecnologia, Abdelaziz Rassaa, e pelo seu colega francês da Economia, Finanças e Indústria, Eric Besson, este acordo visa estabelecer uma cooperação institucional e técnica com vista à realização de projetos no domínio das energias renováveis.

Em virtude deste protocolo que se inscreve no quadro dos Planos Solares Tunisinos (PST) e Mediterrânicos (PSM), as duas partes trabalharão para reforçar a sua cooperação energética através, nomeadamente, da assistência e da contribuição para a execução de programas e de projetos comuns.

Energia nuclear poderia ser «taxada» para financiar eólicas

O empresário e promotor da energia nuclear Pedro Sampaio Nunes considera que faria sentido instalar em Portugal uma central nuclear e criar uma taxa especial para que esta forma de energia financiasse as eólicas.

«Na Alemanha, a [chanceler] Angela Merkel criou uma taxa especial no nuclear para financiar as eólicas, coisa que se tivéssemos em Portugal um reator nuclear faria sentido. Com um diferencial de custo de uma geração nuclear podemos ter margem para financiar dentro do sector as formas de energia que ainda são muito caras», disse Pedro Sampaio Nunes em entrevista à agência Lusa.

Numa análise ao setor energético na sequência de um pico nos combustíveis e de uma crise nuclear no Japão, o especialista recordou que a «diversificação energética em Portugal faz-se com combustíveis fósseis, que estão numa escalada e que têm um impacto muito grande no custo por megawatt/hora».

Está a ser construído reactor para usar energia do sol

A ciência está em marcha para criar um reactor que reproduz as reacções nucleares que ocorrem no sol, dando origem a uma energia limpa, segura e inesgotável. Há já projectos e conhecimento, mas falta ainda a viabilidade comercial, escreve a Lusa.

A energia nuclear é aquela que se liberta em transformações do núcleo dos átomos, que constituem a matéria, e há dois processos de obter quantidades significativas de energia, explicou à agência Lusa Carlos Varandas, director do Centro de Fusão Nuclear, do Instituto Superior Técnico (Lisboa).

Um desses processos é a fissão nuclear, que consiste na desintegração de átomos de elementos pesados como o urânio e que é o utilizado nas centrais nucleares. O outro é a fusão nuclear, a coalescência de dois átomos leves, como o hidrogénio.

«Em ambos os casos há redução de massa e essa redução de massa multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz dá origem a uma libertação de energia» em grandes quantidades para a atmosfera, explicou o cientista.