30 de maio de 2011

Empresas portuguesas tentam fazer negócio na Grécia

As empresas portuguesas, nomeadamente dos sectores das energias renováveis e das tecnologias de informação e comunicação, continuam a tentar fazer negócios na Grécia, disse à Lusa o representante da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
Laurent Armaos explicou que, apesar da crise, as empresas portuguesas, nomeadamente as Pequenas e Médias Empresas (PME), continuam a “tentar fazer negócios” na Grécia. De acordo com o responsável, “não houve um investimento na área das novas tecnologias” e “com os cortes, o país não tem avançado na investigação”. Por isso, pode haver uma janela de oportunidade para as empresas portuguesas.

Referindo-se à área das energias renováveis, Laurent Armaos deu como exemplo a Martifer, “que está a tentar aproveitar os parques eólicos e fotovoltaicos”, tendo os primeiros “como prioridade”.

No entanto, as empresas portuguesas têm de enfrentar a “burocracia grega”. O representante da AICEP disse que “os procedimentos são lentos e os processos de licenciamento burocráticos”. Também existem “casos de sobreposição de leis”.

Moçambique: Matola vai produzir energia elétrica a partir de lixo

O município da Matola, que tem o maior parque industrial de Moçambique, vai utilizar lixo para a produção de energia elétrica, disse hoje à Lusa o vereador do pelouro de Salubridade, Lázaro Bambamba.

Um grupo de investidores estrangeiros apresentou ao governo da Matola um projeto de aproveitamento de resíduos sólidos para a produção de bio-gás e de energia elétrica, explicou Bambamba.

"Para nós, é uma surpresa positiva, porque parte das cerca de 500 toneladas de resíduos sólidos produzidos na Matola passarão a ter valor económico", disse o vereador do pelouro de Salubridade da Matola, nos arredores de Maputo.

O projeto, de acordo com Lázaro Bambamba, assenta na montagem de geradores nas duas lixeiras do município da Matola, com capacidade para produzir 15 megawatts, que serão vendidas à Electricidade de Moçambique (EDM), a elétrica pública moçambicana.

"Com a execução deste projeto, a EDM passará a ter mais uma fonte de energia elétrica para colocar na rede pública elétrica do município da Matola", sublinhou Lázaro Bambamba, que apontou junho como o mês da definição do projeto.

A Noruega planeia uma iniciativa de milhões de dólares para promover a energia limpa nos países em desenvolvimento

A Noruega quer encontrar uma forma de canalizar milhões de dólares para investimentos em energias renováveis nos países em desenvolvimento, de forma a incentivar o regime de proteção às florestas tropicais.

Com o dinheiro que resulta da exportação de petróleo, em que a Noruega é o 6º maior produtor do planeta, esta nação nórdica quer que os governos ricos e os investidores privados participem numa iniciativa que se chama Energia+. A Energia+ é um plano que promove as energias verdes, como a solar e eólica, no combate às mudanças climáticas e no desenvolvimento com baixo carbono.

Os países desenvolvidos prometeram em 2009 aumentar a ajuda climática para 100 milhões de dólares por ano até 2020, para ajudar estes países mais carenciados a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e a adaptarem-se a impactos causado por inundações, secas, ondas de calor e a subida do nível do mar. Poucos países ricos delinearam as acções para o aumento desta ajuda até 2020, havendo agora cortes orçamentais em muitos países e preocupações a curto prazo sobre o emprego e o endividamento dos governos dos diversos Estados, conduzindo à diminuição das preocupações sobre o aquecimento global.

Suíça vai abandonar a energia nuclear

Depois do acidente nuclear que ocorreu em Fukushima, o governo suíço decidiu pôr fim à energia nuclear no país. Como alternativa, serão promovidas as energias renováveis, a energia hídrica, a co-geração e as centrais de ciclo combinado.

O governo suíço decidiu por fim à energia nuclear. As cinco centrais do país serão desmanteladas progressivamente até 2034.

Esta decisão era muito esperada, desde o acidente nuclear que ocorreu na central de Fukushima, no Japão. Poucos dias após o acidente, a ministra da energia Doris Leuthard anunciou uma moratória sobre as três centrais nucleares a construir e avançou que o governo iria analisar o futuro das cinco existentes.

Na Suíça, a energia nuclear corresponde a 40% do total de energia consumida. É um dos países da Europa com maior utilização deste tipo de energia.

Google e Citigroup investem US$ 110 milhões em energia limpa

Google e Citigroup investirão, cada um, US$ 55 milhões em um projeto da Terra-Gen Power que promete gerar 102 megawatts de energia na Califórnia, nos Estados Unidos. A empresa trabalha na construção do Alta Wind Energy Center (AWEC) em várias fases, das quais cinco estão prontas. Com este projeto, espera-se que sejam gerados 1.550 MW por meio de força eólica.

As duas companhias comprarão todo o projeto para alugá-lo de volta por meio de leasing. Isso significa que a Terra-Gen irá cuidar da administração e operação do AWEC durante um período determinado – que o Google afirma ser bem longo.

Com isso, o Google e o Citi se tornarão donos de um dos maiores fornecedores de energia limpa dos EUA, com capacidade de abastecer 450 mil residências. A gigante de internet já investiu pelo menos US$ 400 milhões no setor.

Jorge Cruz Morais: Eficiência energética vai estar na ordem do dia

No estudo “A Energia em Portugal: Perspectiva de quem a utiliza”, promovido pela Associação Portuguesa de Energia (APE), cerca de 80 por cento das empresas afirmaram ter implementado medidas de eficiência energética. Analisando os resultados, o presidente da APE, Jorge Cruz Morais, realça que o sector da eficiência energética vai estar, cada vez mais, na ordem do dia, e que todas as empresas acabarão por implementar medidas deste tipo.

«Ao nível das empresas, o investimento é, certamente, a grande limitação», avisa, no entanto, o especialista, valorizando a introdução de programas e incentivos a este nível. Por outro lado, entre os drivers “preço” e “ambiente”, a tecnologia começa a ter lugar de destaque nas escolhas ligadas ao sector energético.
 

Desenvolvida mala solar que pode carregar telemóveis

A 'Mala de Mão Solar' (Solar Handbag) contém células fotovoltaicas no seu exterior e uma bateria e fibras ópticas no interior. A bateria pode ser utilizada para carregar o telemóvel e também para alimentar as fibras ópticas que são activadas quando a mala é aberta.

Um estúdio de design dinamarquês (DIFFUS) desenhou uma mala solar (Solar Handbag) tendo como objectivo aliar o design à funcionalidade.

Em vez de colocar um grande painel solar fixo no exterior da mala que a tornaria pouco atractiva, a equipa de designers preferiu distribuir 100 pequenas células solares de silício microcristalino que se parecem com grandes lantejoulas. No interior da bala encontra-se uma bateria de lítio escondida num pequeno compartimento.

A equipa refere que apesar do equipamento ter uma eficiência energética de apenas 9% produz energia suficiente para carregar um telemóvel, mesmo com uma exposição solar baixa.