3 de setembro de 2010

Sistema solar térmico aquece piscina do Zoomarine

Os 36 colectores do sistema solar térmico, que tem o tamanho de um campo ténis singular, mantêm a água da piscina dos golfinhos do Zoomarine a 24 graus centígrados durante todo o ano.

Esta solução ecológica foi disponibilizada pela Domusclima, parceira da Donauer Solar Systems, fabricante dos colectores Intersol, e tem um prazo de amortização de seis anos.

Os colectores recolhem toda a energia solar que é transferida por um permutador externo para os quatro depósitos, onde a energia fica armazenada para ser utilizada consoante as necessidades.

Quando a temperatura da piscina dos golfinhos precisa de ser aumentada o regulador Intersol acciona um circulador que transfere a energia dos depósitos para o permutador da piscina.

Durante o Verão a instalação é aproveitada para o complexo balnear que fornece cerca de 300 duches quentes por dia, nos meses de Maio a Outubro, uma vez que a temperatura da piscina é garantida pelo clima.

Alstom apresenta soluções para energia eólica na Brasil Wind Power 2010

A Alstom vai expôr seus mais recentes lançamentos em equipamentos, soluções e experiência de mercado no evento Brasil Wind Power 2010, que será realizado entre hoje, 31 de agosto, e 02 de setembro, no Rio de Janeiro. Este é o primeiro evento voltado ao mercado de energia eólica da América Latina a ser realizado no Brasil. Líderes da indústria eólica mundial estarão no local para conhecer melhor o potencial latinoamericano nesta área.

O evento conta com uma série de conferências e palestras. Uma delas tem como título “Cenário Político Regulatório do Mercado Brasileiro”, cujo palestrante é Joan Sanmarti, responsável pela área eólica da Alstom Brasil. Na ocasião também estarão presentes Mario Veiga, presidente da PSR Consultoria; Laura Porto, diretora de desenvolvimento de negócios da Iberdrola Renováveis; e Marcelo de Camargo Furtado, do Greenpeace Brazil. A palestra será realizada amanhã, dia 1º de setembro, às 15h30. Nesta sessão os especialistas discutirão tendências da indústria global, além de compartilharem suas experiências sobre melhores práticas.

Argentina Impsa vende geradores eólicos ao Brasil por 730 milhões de dólares

A empresa argentina Indústrias Metalúrgicas Pescarmona (Impsa) informou na terça-feira que vendeu geradores eólicos a empresas brasileiras por mais de 730 milhões de dólares.

A venda dos geradores, com um total de 450 megawatts de potência, foi feita através da subsidiária da Impsam, Wind Power Energia (WPE).

O equipamento abastecerá companhias que participaram de uma recente licitação de energia eólica de fontes alternativas organizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

"A Impsa, por si e por intermédio de sua subsidiária WPE, possui uma carteira de contratos de fornecimento de geradores eólicos que, atualmente, totaliza mais de 1.800 megawatts na América Latina e no Sudeste Asiático", disse a empresa, em referência a projetos na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Malásia, Peru, Uruguai, Venezuela e Vietnã.

A Impsa é uma empresa metalúrgica especializada em construir usinas de geração de energia renovável.

Norte-americanos querem explorar

Em exclusivo, o cônsul dos EUA nos Açores, Gavin A. Sundwall, aborda novas parcerias estratégicas que poderão potenciar as relações entre a maior potência mundial e a Região Autónoma dos Açores.

"As relações entre os Açores e os EUA são excelentes. Há muitas áreas de cooperação e o meu objectivo, na Região, é o de aumentá-las e reforçar as essas boas relações. Estamos a trabalhar essencialmente em três domínios: o desenvolvimento das energias renováveis – e a Região, bem como o restante País, e os EUA são bons líderes nesta matéria; em prepararmo-nos para dar uma boa resposta em caso de catástrofe natural nos Açores; e no aumento dos intercâmbios culturais e empresariais."

Portugal é exemplo nas renováveis

Através de uma aposta pioneira, Portugal reduziu drasticamente a sua dependência em relação aos combustíveis fósseis. Este ano, escreve o "The New York Times", cerca de metade da sua eletricidade virá de fontes renováveis.

Há cinco anos, os líderes deste país queimado pelo Sol e batido pelo vento fizeram a aposta: para reduzir a dependência de Portugal dos combustíveis fósseis importados, embarcaram numa série de projetos ambiciosos de energias renováveis - explorando principalmente os recursos eólicos e hidroelétricos, mas também a luz do Sol e as ondas do oceano. Hoje, os bares da moda de Lisboa, as fábricas do Porto e os "resorts" luxuosos do Algarve são alimentados, de forma substancial, por energias limpas. Aproximadamente 45% da rede elétrica de Portugal virá de fontes renováveis este ano, contra os 17% de há cinco anos.

Portugal é o 9º produtor nas eólicas e quer subir na lista

Em 2009, 14,1% da energia consumida em Portugal era proveniente do vento. Será uma pequena variação, mas espera-se que no final do ano este valor chegue a um número certo: 15%. Com cerca de 1200 aerogeradores e a vontade de aumentar este número para o dobro, Portugal assume o nono lugar mundial no ranking de potência instalada de energia eólica, com cerca de 2600 megawatts (MW). Tudo isto junto permite ao País poupar 200 milhões de euros em importações de gás natural.

Uma aposta para diminuir as emissões de gases com efeito de estufa e gastos com a importação de petróleo, como explicou ao DN a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro: "O sector das eólicas é uma aposta que veio para ficar, porque além dos benefícios ambientais também contribui para a economia nacional que neste momento está a exportar energia, bem como aerogeradores e torres produzidos em Portugal."

Neste momento existem em Portugal 95 parques eólicos, com um total de 1270 aerogeradores. Tudo isto para se produzirem cerca de 2600 MW de energia. E o futuro aponta para o dobro: quase cinco mil megawatts, tudo graças ao investimento em novos equipamentos. Junto do Ministério do Ambiente, o DN apurou que serão construídos no futuro mais 1200 aerogeradores.

África associa-se à Europa para enfrentar desafios energéticos

África, em parceria com a União Europeia (UE), organiza, durante a primeira quinzena de Setembro próximo, a primeira Conferência de alto nível sobre a questão da energia.

Com efeito, todos os países do coninente africano estão confrontados com a amarga realidade da falta de energia para o seu desenvolvimento, a julgar pelas numerosas manifestações populares organizadas em muitos países para reclamar por um mínimo de estabilidade energética para as famílias, as estruturas de produção e as atividades comerciais.

Mesmo em vários países africanos produtores de petróleo, largas porções dos seus territórios permanecem ainda na escuridão, devido a graves problemas de distribuição e de planificação, à semelhança de todos os demais que são afetados por esta desgraça que faz do petróleo uma fonte de conflitos sociais muitas vezes provocados pelos apetites glutões das multinacionais em busca do ouro negro africano cujos 93 porcento são refinados no exterior do continente.

Outro paradoxo é que em África o sol brilha com toda a sua intensidade durante todo o ano e o vento sopra em quase todas as direções mas sem nenhuma repercussão no seu défice energético, muito menos na criação das condições favoráveis ao desenvolvimento das energias renováveis.