A vice-presidente do Banco de Investimento Europeu (EIB, na sigla em inglês), a espanhola Magdalena Álvarez, assinou nesta sexta-feira com o Ministério das Finanças chinês um empréstimo de 500 milhões de euros para financiar projetos para mitigar os efeitos da mudança climática.
O acordo, que pela parte chinesa foi assinada pelo vice-ministro de Finanças Li Yong, servirá "para financiar projetos que ajudem ao desenvolvimento de energias renováveis, a economia de energia, projetos de mitigação e utilização de tecnologias para ajudar à redução das emissões de gases do efeito estufa", destacou Agência Efe a vice-presidente.
Álvarez, quem não detalhou as taxas de juros do crédito e se limitou a assinalar que é "muito vantajoso", assinalou que o empréstimo é de 25 anos com um período de carência de cinco anos e que se trata do segundo que a UE assina com a China para este fim, pois já rubricou crédito da mesma quantia em novembro de 2007.
6 de dezembro de 2010
Portugal recebe primeiro carro eléctrico da Mitsubishi na Europa
A Mitsubishi lançou hoje em Portugal o primeiro carro eléctrico, o i-MiEV, e é o primeiro país europeu a receber um automóvel deste tipo.
A Mitsubishi Motors anunciou que Portugal, "que foi selecionado como um dos mercados prioritários para o lançamento do i-MiEV, é o primeiro país na Europa a iniciar a sua comercialização, um ano depois de o veículo eléctrico da Mitsubishi ter sido lançado no Japão".
O novo carro vai, segundo a marca japonesa, responder "a todas exigências do tráfego pendular nos grandes centros urbanos", já que é um veículo citadino de quatro lugares "com uma autonomia de 150 quilómetros, zero emissões de CO2 e baixo nível de ruído".
Segundo o mesmo comunicado, a Mitsubishi "foi o primeiro construtor automóvel no mundo a iniciar, em Junho de 2009, a produção em série de um veículo eléctrico".
Para a empresa, até Março do próximo ano, a Mitsubishi "terá produzido 11 mil unidades do i-MiEV e, a partir de 2012 a produção do i-MiEV será superior às 40 mil unidades por ano".
A Mitsubishi Motors anunciou que Portugal, "que foi selecionado como um dos mercados prioritários para o lançamento do i-MiEV, é o primeiro país na Europa a iniciar a sua comercialização, um ano depois de o veículo eléctrico da Mitsubishi ter sido lançado no Japão".
O novo carro vai, segundo a marca japonesa, responder "a todas exigências do tráfego pendular nos grandes centros urbanos", já que é um veículo citadino de quatro lugares "com uma autonomia de 150 quilómetros, zero emissões de CO2 e baixo nível de ruído".
Segundo o mesmo comunicado, a Mitsubishi "foi o primeiro construtor automóvel no mundo a iniciar, em Junho de 2009, a produção em série de um veículo eléctrico".
Para a empresa, até Março do próximo ano, a Mitsubishi "terá produzido 11 mil unidades do i-MiEV e, a partir de 2012 a produção do i-MiEV será superior às 40 mil unidades por ano".
Sessenta por cento dos açorianos com veículos eléctricos até 2020
Os Açores possuem condições “únicas” para desenvolver projectos-piloto no âmbito da mobilidade eléctrica. Uma temática que estará em debate, a 16 de Dezembro em Angra do Heroísmo, no 8.º workshop da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional (APDR).
O presidente da associação, Tomaz Dentinho, projecta que dentro de dez anos cerca de 60 por cento dos carros na Região possam ser eléctricos.
Existe mais procura por transportes movidos a electricidade nos Açores do que no continente. Esta é uma das conclusões preliminares que a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR) vai desenvolver no seu 8.º workshop, a acontecer em Angra do Heroísmo, em local a definir, dia 16 de Dezembro, sobre “Mobilidade Eléctrica”.
Segundo estudos de mercados e breves meetings, numa “abordagem realizada pelo lado da procura”, em que se pretendeu quais os interesses das populações em termos do tipo de carro e o preço que estariam dispostos a comprar em termos de carros eléctricos, o responsável revela que “de facto, as ilhas mais compactas, como a Terceira, Santa Maria e Faial tinham mais procura” por este tipo de carros.
Outro dos resultados sobre o interesse de veículos eléctricos foi o seguinte: “proporcionalmente, os Açores tinham mais procura que o continente, isto de alguma forma, justifica que se faça um projecto-piloto especial na ilha Terceira, a ilha que tem potencial mais elevado e operadores que possam associar-se ao ele”.
O presidente da associação, Tomaz Dentinho, projecta que dentro de dez anos cerca de 60 por cento dos carros na Região possam ser eléctricos.
Existe mais procura por transportes movidos a electricidade nos Açores do que no continente. Esta é uma das conclusões preliminares que a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR) vai desenvolver no seu 8.º workshop, a acontecer em Angra do Heroísmo, em local a definir, dia 16 de Dezembro, sobre “Mobilidade Eléctrica”.
Segundo estudos de mercados e breves meetings, numa “abordagem realizada pelo lado da procura”, em que se pretendeu quais os interesses das populações em termos do tipo de carro e o preço que estariam dispostos a comprar em termos de carros eléctricos, o responsável revela que “de facto, as ilhas mais compactas, como a Terceira, Santa Maria e Faial tinham mais procura” por este tipo de carros.
Outro dos resultados sobre o interesse de veículos eléctricos foi o seguinte: “proporcionalmente, os Açores tinham mais procura que o continente, isto de alguma forma, justifica que se faça um projecto-piloto especial na ilha Terceira, a ilha que tem potencial mais elevado e operadores que possam associar-se ao ele”.
Grupo Bimbo anuncia a construção do maior parque eólico do mundo para a indústria de alimentos em nível mundial
Daniel Servitje, diretor-geral do Grupo Bimbo, anunciou hoje o início da construção do "Piedra Larga", o maior parque eólico do mundo para a indústria alimentícia, que abastecerá o consumo elétrico de 50% de suas operações, no mundo, e 100% no México. Este parque entrará em operação comercial para o Grupo Bimbo no final de 2011.
Com uma potência instalada de 90 MW, o parque permitirá abastecer o consumo elétrico de 65 instalações da empresa no México (plantas produtivas e outros centros de operação).
Este parque, localizado no México, no estado de Oaxaca, é possível graças à aliança estratégica formada pelo governo, iniciativa privada e bancos. Mesmo assim a operação se dará graças à sociedade do Grupo Bimbo com a Desarrollos Eólicos Mexicanos (DEMEX), empresa filial da espanhola Renovalia Energy.
O Grupo Bimbo enfocou sua atenção na implementação de energia eólica, para cumprir com o permanente compromisso do Grupo com o meio ambiente. "A construção deste parque é uma pedra ângular em nossa busca para seguir crescendo com a força da natureza e representa um esforço sem precedentes no aproveitamento de energia renovável, limpa e virtualmente inesgotável: a energia verde", comentou Daniel Servitje.
Com uma potência instalada de 90 MW, o parque permitirá abastecer o consumo elétrico de 65 instalações da empresa no México (plantas produtivas e outros centros de operação).
Este parque, localizado no México, no estado de Oaxaca, é possível graças à aliança estratégica formada pelo governo, iniciativa privada e bancos. Mesmo assim a operação se dará graças à sociedade do Grupo Bimbo com a Desarrollos Eólicos Mexicanos (DEMEX), empresa filial da espanhola Renovalia Energy.
O Grupo Bimbo enfocou sua atenção na implementação de energia eólica, para cumprir com o permanente compromisso do Grupo com o meio ambiente. "A construção deste parque é uma pedra ângular em nossa busca para seguir crescendo com a força da natureza e representa um esforço sem precedentes no aproveitamento de energia renovável, limpa e virtualmente inesgotável: a energia verde", comentou Daniel Servitje.
Bento XVI quer um papamóvel elétrico
O papa Bento XVI está empolgado com os esforços ecológicos promovidos no Vaticano e que lhe renderam o apelido de "papa verde". Recentemente, durante a apresentação do livro A Energia do Sol no Vaticano, em que relata a instalação de painéis para a captação de energia solar no principal auditório da cidade, onde o pontíficie faz suas audiências gerais, e na cafeteria principal; o sumo-pontíficie revelou que ficaria contente em desfilar a bordo de um veículo elétrico.
De acordo com o cardeal Giovanni Lajolo, do comitê gestor da cidade do Vaticano, em entrevista ao diário norte-americano The Wall Street Journal, a utilização de um veículo zero-emissões seria mais um sinal das iniciativas de Bento XVI para promover a utilização de fontes de energia sustentáveis e, consequentemente, evidenciar sua preocupação com o futuro do planeta. No entanto, até agora, nenhuma empresa se prontificou a atender o desejo do papa.
A empresa alemã Solarworld, que forneceu os painéis solares usados no Vaticano, chegou a discutir a idéia de desenvolver um carro elétrico para Bento XVI. No entanto, as autoridades que cuidam da segurança do pontíficie estão preocupados com o fato de que os modelos elétricos não são capazes de acelerar tão rápido quando os movidos a gasolina. Segundo o departamento de Marketing do SolarWorld, os temores do Vaticano não tem fundamento pois muitos veículos elétricos são capazes de ir de 0 (zero) a 100 km/h em apenas três segundos.
De acordo com o cardeal Giovanni Lajolo, do comitê gestor da cidade do Vaticano, em entrevista ao diário norte-americano The Wall Street Journal, a utilização de um veículo zero-emissões seria mais um sinal das iniciativas de Bento XVI para promover a utilização de fontes de energia sustentáveis e, consequentemente, evidenciar sua preocupação com o futuro do planeta. No entanto, até agora, nenhuma empresa se prontificou a atender o desejo do papa.
A empresa alemã Solarworld, que forneceu os painéis solares usados no Vaticano, chegou a discutir a idéia de desenvolver um carro elétrico para Bento XVI. No entanto, as autoridades que cuidam da segurança do pontíficie estão preocupados com o fato de que os modelos elétricos não são capazes de acelerar tão rápido quando os movidos a gasolina. Segundo o departamento de Marketing do SolarWorld, os temores do Vaticano não tem fundamento pois muitos veículos elétricos são capazes de ir de 0 (zero) a 100 km/h em apenas três segundos.
Produzir energia em casa dá 360 euros/mês
Num país com um máximo de três mil horas de sol por ano, gerar em casa energia solar pode ser uma boa maneira de ajudar o ambiente e, ainda, de conseguir ganhar algum dinheiro. Mais de dez mil pessoas no País inscreveram-se para fazer microgeração desde Abril de 2008.
Quando Simão Antão e os pais instalaram em casa um sistema de microgeração por painéis solares para produzirem a sua própria energia, o estudante universitário pensou que além da poupança mensal em electricidade conseguiria reaver em dez a 15 anos o investimento inicial de 25 mil euros. Mas não vai ser preciso esperar tanto tempo: "O investimento está a correr melhor do que se esperava. Penso que em seis, sete anos, a amortização estará feita", diz o jovem de Aveiro.
Em casa foram montados 20 painéis solares com uma potência instalada de 3,68 kilowatts (kw). A família, além de não pagar a electricidade que consome, ainda vende a restante energia à EDP, o que lhes garante 360 euros por mês.
Em Outubro passado, a produção de energia em casa passou a ser mais fácil. O decreto-lei n.º 118-A/2010, publicado em Outubro, em Diário da República (ver caixa), tornou mais justa a inscrição para produção de energia - o Governo tem assumido a vontade de "liderar a revolução energética", tornando Portugal um dos principais países em matéria de energias renováveis até 2020.
Quando Simão Antão e os pais instalaram em casa um sistema de microgeração por painéis solares para produzirem a sua própria energia, o estudante universitário pensou que além da poupança mensal em electricidade conseguiria reaver em dez a 15 anos o investimento inicial de 25 mil euros. Mas não vai ser preciso esperar tanto tempo: "O investimento está a correr melhor do que se esperava. Penso que em seis, sete anos, a amortização estará feita", diz o jovem de Aveiro.
Em casa foram montados 20 painéis solares com uma potência instalada de 3,68 kilowatts (kw). A família, além de não pagar a electricidade que consome, ainda vende a restante energia à EDP, o que lhes garante 360 euros por mês.
Em Outubro passado, a produção de energia em casa passou a ser mais fácil. O decreto-lei n.º 118-A/2010, publicado em Outubro, em Diário da República (ver caixa), tornou mais justa a inscrição para produção de energia - o Governo tem assumido a vontade de "liderar a revolução energética", tornando Portugal um dos principais países em matéria de energias renováveis até 2020.
Painéis solares levam energia e internet às ilhas peruanas do Titicaca
Eles vivem a mais de 4 mil metros de altura, rodeado pelo mais alto lago navegável do mundo, alguns precisam de luz e de água corrente em suas casas mas agora estão conectados há poucos dias ao resto do mundo por meio da internet e de vários computadores.
Os 4 mil habitantes de Amantaní - uma ilha situada nos lago Titicaca, ao sul do Peru e perto da fronteira com a Bolívia - e os 2 mil residentes da vizinha ilha de Taquile formam a área de gestão política (distrito).
Um projeto de energias renováveis para o desenvolvimento de zonas rurais, criado pela União Europeia e com o qual colaboram vários ministérios peruanos, devolveu aos dois povoados a esperança e pretende acabar com o isolamento do local.
Substituíram o reflexo do sol por espelhos, como meio de comunicação, por computadores e internet e nesta semana os habitantes de Amantaní participaram de uma videoconferência com representantes da UE em Bruxelas para inaugurar o projeto.
Cinco comunidades, nas duas ilhas, foram escolhidas, com outras 125 em todo o país, para receberem o painel solar, aerogerador, computadores, impressora e conexão à internet.
Os equipamentos começaram a ser distribuídas há seis meses entre os 2 mil estudantes da região que utilizavam vídeos para facilitar os métodos de aprendizagem.
"As crianças encontraram todo um universo desconhecido a partir da computação", enfatiza o professor Alberto Salas.
Os 4 mil habitantes de Amantaní - uma ilha situada nos lago Titicaca, ao sul do Peru e perto da fronteira com a Bolívia - e os 2 mil residentes da vizinha ilha de Taquile formam a área de gestão política (distrito).
Um projeto de energias renováveis para o desenvolvimento de zonas rurais, criado pela União Europeia e com o qual colaboram vários ministérios peruanos, devolveu aos dois povoados a esperança e pretende acabar com o isolamento do local.
Substituíram o reflexo do sol por espelhos, como meio de comunicação, por computadores e internet e nesta semana os habitantes de Amantaní participaram de uma videoconferência com representantes da UE em Bruxelas para inaugurar o projeto.
Cinco comunidades, nas duas ilhas, foram escolhidas, com outras 125 em todo o país, para receberem o painel solar, aerogerador, computadores, impressora e conexão à internet.
Os equipamentos começaram a ser distribuídas há seis meses entre os 2 mil estudantes da região que utilizavam vídeos para facilitar os métodos de aprendizagem.
"As crianças encontraram todo um universo desconhecido a partir da computação", enfatiza o professor Alberto Salas.
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