22 de novembro de 2010

Portugal e EUA podem colaborar mais nas energias renováveis, afirma Obama em Lisboa

O presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou hoje que Portugal e os EUA podem trabalhar mais no domínio das energias renováveis, confessando-se "impressionado" com os avanços portugueses nesta matéria.

Discursando após um encontro com o presidente português, Aníbal Cavaco Silva, no Palácio de Belém, Obama identificou as energias renováveis com uma das formas de expandir a cooperação bilateral entre Lisboa e Washington na frente económica. "Visamos um aprofundamento da nossa cooperação no comércio, investimento, ciência e tecnologia. Estou muito impressionado com o trabalho notável que Portugal tem feito em áreas como energias `limpas´, [onde] pensamos que podemos colaborar mais", disse Barack Obama.

O presidente norte-americano manifestou ainda confiança de que Lisboa e Washington vão "continuar a aprofundar a parceria extraordinariamente forte" entre os dois países. Esta, adiantou, baseia-se não só nas relações entre chefes de Estado e tratados bilaterais, mas "numa enorme cordialidade entre os nossos dois povos", que é em parte "forjada pelas contribuições maravilhosas feitas diariamente pelos luso-americanos".

Luís Marques Mendes defende renováveis como opção "estruturante e estratégica"

O antigo ministro Luís Marques Mendes preconizou hoje, em Coimbra, a aposta das energias renováveis como uma opção "estruturante e estratégica para Portugal" pelos ganhos ambientais e económicos que comporta.

Ao participar esta tarde numas jornadas da Ordem dos Engenheiros sobre a produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis, realçou que Portugal "é um país altamente dependente do exterior e altamente dependente dos produtos fósseis", em particular do petróleo.
 

15 de novembro de 2010

Universidade vai ter laboratório de eficiência energética

A Universidade de Aveiro e a Galp Energia vão constituir um laboratório de eficiência energética na UA que vai permitir à Universidade a criação de um núcleo de inovação e desenvolvimento (I&D) em áreas como a simulação dinâmica de edifícios, segundo um acordo ontem assinado entre o reitor da UA, Manuel Assunção, e o presidente da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira.

"Será um laboratório virtual, uma mesa de competências, sem custos", assinalou o presidente da Galp Energia, salientando que o reforço da colaboração entre a UA e a empresa com vista à melhoria da eficiência energética do Campus universitário aveirense tem em vista o diagnóstico energético e da qualidade do ar interior, implementação de uma metodologia de gestão enérgica que permita atingir padrões de eficiência alinhados com as melhores práticas de "campus universitários" de referencia e a proposta de medidas de melhoria de eficiência energética com a redução de consumos e de custos.

Facebook sob pressão para se tornar mais verde

O Facebook, o gigante das redes sociais na internet, vem sendo pressionado pela organização ambiental Greenpeace por causa da construção do centro de informações (data center) da empresa em Prineville, Oregon, que tem sua capacidade energética mantida pela PacifiCorp, uma empresa que obtém 58% da sua energia por meio de queima de carvão.

Armazenar e transmitir mensagens, fotos e outras informações pelo Facebook demanda uma constante e crescente quantidade de energia, enquanto a rede continua sua expansão. O número de usuários cadastrados ultrapassou a marca de 500 milhões em julho deste ano. Lisa Rhodes, presidente de marketing e vendas da Verne Global, um data center com sede na Islândia, disse que "de acordo com a Agência de Proteção Ambiental, os data centers são responsáveis por cerca de 1% de toda a eletricidade consumida nos Estados Unidos e que, até 2020, as emissões de carbono terão quadruplicado para 680 milhões de toneladas por ano, o que vai ser maior do que o emitido pela indústria da aviação".

Quando as empresas não optam por fontes de energia amigas do meio ambiente para suprir seus servidores, uma imensa ameaça ecológica é deslanchada, afirma o Greenpeace.

EUA criam estradas verdes, com painéis solares em vez de asfalto

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos contratou a empresa Solar Roadways para desenhar e construir painéis solares super resistentes. O objectivo é substituir os asfaltos e utilizar estes mesmos painéis como pavimento.

De acordo com o Correio da Manhã, um quilómetro de uma hipotética rodovia solar de pista dupla poderá produzir energia suficiente para abastecer uma cidade de cinco mil habitantes – ou seja, 3 milhões de kilowatts/hora (KWh) por ano.

Com uma média de incidência solar de quatro horas por dia, cada um destes painéis poderá ser capaz de produzir cerca de 7,6 KWh todos os dias.

O novo asfalto é inquebrável e seguro. O nível superior será feito a partir de material translúcido e de alta resistência, mas ainda está em fase de estudo para encontrar a melhor tracção.

Aliás, este asfalto verde terá também luzes LED embutidas – numa segunda camada – funcionando os painéis como um sistema inteligente para indicar as faixas de sinalização e alertar para o que o condutor pode encontrar à frente – obras, curvas acentuadas ou condições da estrada.

A terceira camada é composta por circuitos electrónicos onde estão colocados os circuitos integrados de controlo das células dos LED – e ainda a armazenagem de energia – e a quarta camada distribui a energia e sinais de dados (telefone, TV ou internet, por exemplo).

China é o país que investe mais em energias renováveis

Cerca de 90 por cento do investimento realizado nas energias renováveis é oriundo de países do designado G20, mas é a China que lidera o ranking, pela sua liquidez e crescimento que tem estimulado nesta área. Os EUA, que lideraram esta tabela nos últimos cinco anos, ficaram no segundo lugar em 2009. Os números foram revelado esta manhã por António Tomás, da consultora HQN Strategy Consulting, durante o Fórum da Energia, realizado no âmbito da Expo energia 2010.

O investimento mundial em energias renováveis tem crescido de forma consistente, cerca de 40 por cento ao ano, tendo atingido os 173 mil milhões de dólares em 2008. O líder mundial em matéria de capacidade instalada na energia eólica são os EUA, enquanto no solar o título pertence à Alemanha. Os incentivos no sector das renováveis ascende a cerca de 184,1 mil milhões de dólares, dos quais 31 por cento deverão ser alocados até 2011, destacando-se os EUA e a China como os países que mais apoiam este segmento.

Aquecimento Global diminui a Energia Eólica disponível

Um cientista da Universidade do Texas publicou recentemente na revista Journal of Renewable and Sustainable Energy um estudo que sugere que a energia eólica disponível para ser aproveitada recorrendo a aerogeradores sofrerá uma diminuição como consequência do Aquecimento Global.

De acordo com as previsões dos especialistas em Alterações Climáticas, a subida da temperatura será mais acentuada nos pólos, limitando o gradiente de temperatura entre os pólos, -com temperaturas baixas - e as latitudes mais baixas - onde as temperaturas são mais elevadas.

Uma vez que é este gradiente o responsável pela força dos ventos na atmosfera livre, a 1km acima do solo, fenómeno resultará na geração de ventos mais fracos. Esta alteração é representativa do que acontecerá a 100m do solo, altura a que funcionam as hélices dos aerogeradores, e que também é afectada pela topografia e as características da paisagem.