29 de novembro de 2010

Dinamarca quer só casas "verdes" feitas até 2020

A Dinamarca estuda beneficiar financeiramente quem construir casas "verdes". A ideia é que as pessoas que utilizarem painéis solares e sistema de reaproveitamento de água, por exemplo, paguem menos impostos. Com isso, o governo pretende que todas as novas casas construídas sejam consideradas "verdes" até 2020.

"Os dinamarqueses não são do tipo que abraça árvores, mas a preocupação ambiental está sendo incentivada pelo governo", diz Thomas Nordli, consultor da Rockwool (empresa que trabalha com tecnologias limpas para construção civil). Uma casa "verde" custa cerca de 5% a mais do que uma casa comum naquele país. "Depois de construída, o proprietário só se beneficia e economiza", explica o especialista da Rockwool.

Num país frio como a Dinamarca, algumas tecnologias de construção podem reduzir significativamente os custos de aquecimento. Por exemplo, as janelas maiores (para entrar mais luminosidade) e com vidros três vezes mais grossos. Esses vidros, aliados às paredes com cerca de 50 cm, funcionam como "cobertor" para a casa e reduzem os gastos com aquecimento.

Tecnologia portuguesa testa energia das ondas irlandesa

O projeto europeu de aproveitamento de energia das ondas que vai ser testado em 2011 ao largo da costa irlandesa, perto de Spiddal, terá uma turbina de ar produzida pela empresa portuguesa Kymaner.

O projeto CORES - Components for Ocean Renewable Energy Systems vai dispor de uma turbina de ar portuguesa que será testada em Spiddal durante 2011.

Esta "turbina de ação auto-retificadora" configura, segundo fontes ligadas ao projeto, "uma evolução do conceito das turbinas de gás das centrais termoeléctricas e utiliza uma abordagem inovadora que lhe confere ganhos de rendimento significativos quando comparados com tecnologias semelhantes".

As mesmas fontes referem que "a turbina, atualmente em fase de testes finais em fábrica, será instalada numa plataforma flutuante em Dezembro, o que faz com que a Kymaner seja a primeira empresa portuguesa exportadora de tecnologia para aproveitamento da energia das ondas".

Lula da Silva desafia empresários portugueses a investir no Brasil

Energia, agricultura e infra-estruturas são três das principais áreas em que Lula da Silva, presidente cessante do Brasil, gostaria de ver mais investimento português no Brasil ao longo dos próximos anos.

"Queremos mais investimento em energias renováveis, vamos ter muitas obras para preparar os Jogos Olímpicos e o Campeonato do Mundo de Futebol e temos muita terra para cultivar para alimentar o mundo inteiro. Contamos com os empresários portugueses para investirem connosco em todas estas áreas".

Foi desta forma que Lula da Silva se dirigiu aos mais de 1200 participantes na cerimónia de comemoração dos 98 anos da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil (CPCB), esta semana, em São Paulo, onde foi homenageado.

Portucel Soporcel distinguida pela aposta nas renováveis

A aposta da Portucel Soporcel na produção de energia renovável, incluindo a definição de um programa estruturado de investimentos nesta área, levou à distinção do grupo empresarial português com o prémio internacional “Green Energy and Biofuels». O galardão foi entregue pela revista Pulp & Paper International, que organiza esta cerimónia de distinção de empresas de pasta e papel inovadoras.

O grupo pretende que, a curto prazo, a produção de energia corresponda a 1,84 TWh, sendo 1,17 Twh a partir de fontes renováveis. Com um investimento de cerca de 200 milhões de euros em projectos relacionados com energia, a Portucel Soporcel estima que, já no próximo ano, o grupo venha a ser responsável por aproximadamente cinco por cento da energia eléctrica nacional.

«Esta estratégia bem sucedida insere-se numa lógica de uso integrado da floresta, conjugando as preocupações de conservação da biodiversidade com a obtenção de matéria-prima para a actividade produtiva e a utilização da biomassa residual florestal para a produção de energia», considerou a empresa, em comunicado.

Estado financiado em mil milhões com prémios das renováveis

O Estado já se conseguiu financiar em cerca de mil milhões de euros nos últimos anos só com contrapartidas financeiras pagas pelos promotores de energias renováveis. Uma via a que o Estado voltou a recorrer nos recentes concursos de potência fotovoltaica e hídrica e que está a causar preocupação nas empresas ligadas às energias limpas.

"O Estado está a pôr um garrote muito grande nas energias renováveis", acusou o presidente da Apren - Associação das Energias Renováveis, António Sá da Costa, durante o Finance Energy Fórum.

O mesmo responsável citou os prémios que o sector privado já teve de entregar ao Estado para conseguir licenciar os seus projectos: 640 milhões de euros nas grandes barragens, 70 milhões nas fases A e B dos concursos eólicos, 200 milhões a pagar nos actuais concurso de fotovoltaicas e mini-hídricas e ainda 90 milhões que, segundo Sá da Costa, já foram pagos desde 2002 pelos parques eólicos em taxas para as autarquias.

China terá central de energia eólica de 10,8 milhões de quilowatts

A China construirá uma central de energia eólica de 10,8 milhões de quilowatts em Hami, na região de Uigur de Xinjiang, no extremo oeste do país, nos próximos cinco anos.

A capacidade instalada da central em Hami era de apenas 100 mil quilowatts no ano passado, segundo Guan Baili, vice-secretário-geral do Comité do Partido Comunista da China da Liga de Hami.

Um projecto de energia eólica de 200 mil quilowatts da China Huadian Corporation já passou por revisão preliminar do Departamento de Protecção Ambiental local, que constitui parte da central com capacidade de 2 milhões de quilowatts que será construída por 10 empresas de electricidade no sudeste de Hami.
 
A capacidade potencial da central de electricidade ficará em 75 milhões de quilowatts, isto é, aproximadamente 60% do total de Xinjiang.
 

Mobicar, o carro eléctrico português, poderá chegar já em 2012

O veículo eléctrico que está a ser desenvolvido no CEIIA – Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel, na Maia, poderá chegar às ruas já em 2012, segundo o seu presidente, Aloísio Leão.

“O Mobicar vai testar todas as (…) valências de intervenção em que o CEIIA está envolvido. Vamos acreditar que em 2012 seja já uma realidade concreta. Estamos na fase inicial de um projecto que vai mudar o rumo da indústria automóvel em Portugal”, revelou o responsável, que explicou ainda que a conquista da fábrica de baterias eléctricas da Nissan foi “uma questão estrutural para o projecto da mobilidade”.

Assim, o carro eléctrico português já está em fase de protótipo e os primeiros 350 veículos sairão da unidade da VN Automóveis de Vendas Novas.

Esses primeiros 350 veículos citadinos serão destinados a testes. Em 2012, outros 6.250 carros serão montados em Vendas Novas.