3 de setembro de 2010

Alentejo recebe 12 projectos inovadores no solar

São 15 os projectos para ligação à rede de tecnologia fotovoltaica e solar de concentração, aprovados pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). Depois de uma selecção provisória, realizada de entre 87 pedidos de informação prévia (PIP) recebidos, a entidade validou os projectos que serão implementados no sul do País.

Na área do fotovoltaico de concentração (CPV), os cinco projectos seleccionados serão implantados em Setúbal, Moura, Tavira e Évora (esta região com dois PIP de CPV). SAPEC, a Tecneira, a Reciclamas, a Glintt e a Luz.On. são os promotores da tecnologia.

No solar de concentração (CSP), a tecnologia através de motores stirling foi contemplada em quatro dos projectos vencedores, promovidos pela Ramada (Évora), Hyperion Energy (Reguengos), Selfenergy (Silves) e Bragalux (Évora). A Efacec e o consórcio Abengoa/Fomentinvest vão apostar na tecnologia de torre solar em Tavira e Moura.

Foram também aprovados dois PIP relativos à tecnologia de fresnel linear, estando previstos para Faro e Moura. Em ciilíndro parabólico, Évora irá receber os projectos da Energena e da Martifer Energia.


Subsídio às renováveis custa este ano 90 euros por consumidor

Nos últimos cinco anos muito mudou no panorama energético nacional. No final de 2005 havia no País 650 torres eólicas, distribuídas por uma centena de parques. Hoje há o dobro de parques e 1.996 aerogeradores.

A mudança na paisagem trouxe um custo que pesa na carteira de cada consumidor. Desde 2006 os subsídios do Estado à produção renovável tiveram um sobrecusto de 1,4 mil milhões de euros. Pelas contas do Negócios, esse apoio vai custar este ano 90 euros a cada consumidor de electricidade. Na média dos últimos cinco anos, o custo médio por cada lar é de 52,5 euros.


Cientista brasileiro da Unicamp descobre como coletar energia do ar

Alimentar casas e fábricas com eletricidade coletada diretamente do ar pode ser possível: cientistas brasileiros resolveram um enigma científico que durava séculos sobre como a umidade na atmosfera torna-se eletricamente carregada, abrindo caminho para seu aproveitamento. Imagine dispositivos capazes de capturar a eletricidade do ar e usá-la para abastecer residências ou recarregar veículos elétricos, por exemplo.

Da mesma forma que painéis solares transformam a luz do Sol em energia, esses painéis futurísticos poderão coletar a eletricidade do ar - a mesma eletricidade que forma os relâmpagos - e direcioná-la de forma controlada para alimentar qualquer equipamento elétrico, nas casas e nas indústrias.

Se isso parece revolucionário demais, mais entusiasmante ainda é saber que a descoberta que poderá tornar esses sonhos uma realidade foi feita por um cientista brasileiro.

O professor Fernando Galembeck, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apresentou suas descobertas históricas no dia 25 de agosto de 2010 durante a reunião da American Chemical Society (ACS), em Boston, nos Estados Unidos.

"Nossa pesquisa pode abrir o caminho para transformar a eletricidade da atmosfera em uma fonte de energia alternativa para o futuro" disse Galembeck. "Assim como a energia solar está liberando algumas residências de pagar contas de energia elétrica, esta nova e promissora fonte de energia poderá ter um efeito semelhante."


Parque eólico vai nascer entre a Praia da Tocha e Palheirão

A Câmara Municipal de Cantanhede deu “luz verde” à empresa Parque Eólico do Pinhal Oeste para avançar com a implementação de um parque eólico na Tocha. O projecto encontra-se em fase de Estudo Prévio e vai localizar-se junto à costa entre a Praia da Tocha e o Palheirão, desenvolvendo-se numa extensão de aproximadamente cinco quilómetros, prevendo-se a instalação de nove aerogeradores com uma potência de 2MW e potência instalada total de 18MW, a que corresponde uma previsão de produção média anual de 90 GWh.

De acordo com o que o Diário de Coimbra apurou, além da instalação dos nove aerogeradores, o projecto inclui também a construção de uma subestação e edifício de comando, a rede eléctrica de cabos subterrâneos entre aerogeradores e a construção de acessos e, complementarmente, envolverá ainda a construção de uma linha eléctrica para ligação do parque à Rede Eléctrica Nacional na subestação da Tocha (em Barrins), que fará parte de projecto próprio a assumir pela EDP.

EDP Renováveis projecta novo parque eólico na Polónia

A EDP Renováveis está a preparar a construção de um novo parque eólico na Polónia, um empreendimento de 34 megawatts (MW), composto por 17 turbinas, que deverá entrar em operação em 2012, na localidade de Tyszowce, no Sudeste da Polónia.

A empresa liderada por Ana Maria Fernandes está actualmente à espera de licença ambiental para este projecto, segundo a agência Bloomberg, que cita dados divulgados pela câmara municipal de Tyszowce.

De acordo com a mesma fonte, responsáveis da EDP Renováveis reuniram-se este mês com a população local, depois de a empresa já ter realizado durante um ano estudos sobre a existência de vento e as espécies ornitológicas da região.

Redes eléctricas europeias têm de expandir-se massivamente

As redes eléctricas europeias devem expandir-se massivamente para conseguir a integração de grandes cotas de energia renovável, revela o estudo europeu SUSPLAN. Por exemplo, em Itália a rede eléctrica deve expandir-se 170 por cento relativamente aos níveis actuais, para o ano de 2050.

O SUSPLAN está a investigar sistemas de energia em nove regiões europeias, até 2050, tendo como base quatro cenários diferentes, que permitam a integração a grande escala de fontes de energias renováveis, que superem as actuais metas estabelecidas pela União Europeia.

Se o estudo mostra a necessidade de expansão massiva para as redes eléctricas na maior parte das regiões em análise, o mesmo não se aplica às redes de gás. O aumento da eficiência energética tem marcado a redução na utilização do aquecimento e, portanto, do gás. Assim, não será necessário a expansão da rede. Em Espanha, por exemplo, a utilização de gás nas habitações está muito abaixo do que o antecipado para 2020. O mesmo se verifica na Aústria.

Brasil ultrapassa meta de eólica para 2030

O governo brasileiro está satisfeito com a crescente implantação de projectos na área do eólico, um sector que, ainda assim, é muito incipiente no país.

Na abertura da conferência Brazil Windpower 2010, o ministro de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, sublinhou que o sector avançou muito mais rápido que o previsto:«já ultrapassámos 5300 MW gerados em parques eólicos, um valor que há cerca de três anos se tinha definido como meta para 2030», adiantou à agência EFE.

O governante considerou ainda que os parques eólicos já alcançaram um preço competitivo e que os preços desceram sem necessidade de recurso a grandes subsídios, à semelhança do que acontece na Europa.

A semana passada o governo brasileiro abriu um concurso para contratar electricidade produzida a partir de fontes renováveis e o eólico foi o sector que se destacou: foram contratados 50 parques eólicos com uma potencia média de 643,9 MW.