O Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis (PNAER), que o Governo entregará a Bruxelas este mês, gerou preocupação na indústria solar.
O plano fixa para 2020 uma meta de 1.500 megawatts (MW) de potência solar em Portugal, mas as associações do sector dizem que é possível chegar a 2.500 MW. O secretário de Estado da Energia, Carlos Zorrinho, admite que esse objectivo é viável.
"Sempre dissemos que os 1.500 MW de fotovoltaicas são a base de partida, mas se verificarmos ganhos tecnológicos ambicionamos chegar aos 2.500 MW. O compromisso que assumo é que caso haja uma evolução tecnológica forte, com reflexos nos preços, a nossa meta será revista em alta", disse Carlos Zorrinho ao Negócios.
25 de junho de 2010
LG quer liderar o fornecimento global de soluções de energia solar
A LG Electronics anuncia que planeja expandir significativamente seu negócio de energia solar, o que levará a empresa a investir US$ 820 milhões (KRW 1 trilhão) nos próximos cinco anos em sua fábrica de células solares de Gumi, a sudeste de Seul. A energia solar é uma das principais estratégias de crescimento futuro da LG e o investimento elevará a capacidade de produção da empresa para mais de 1GW (gigawatt), gerando US$ 2,4 bilhões (KRW 3 trilhões) em vendas até 2015.
A LG concluiu a construção de sua primeira linha de células solares com capacidade de 120 megawatts em Gumi no final de 2009, após converter uma linha de produção de módulos PDP em linha de produção de painéis solares. A divisão de energia solar da LG foi lançada oficialmente este ano, quando a fábrica iniciou a produção em massa de células e módulos solares cristalinos a partir de wafers de silício. A produção será expandida novamente este ano com a entrada em operação de outra linha de produção de células solares de 120 megawatts, o que elevará a capacidade total para 240 megawatts.
A LG concluiu a construção de sua primeira linha de células solares com capacidade de 120 megawatts em Gumi no final de 2009, após converter uma linha de produção de módulos PDP em linha de produção de painéis solares. A divisão de energia solar da LG foi lançada oficialmente este ano, quando a fábrica iniciou a produção em massa de células e módulos solares cristalinos a partir de wafers de silício. A produção será expandida novamente este ano com a entrada em operação de outra linha de produção de células solares de 120 megawatts, o que elevará a capacidade total para 240 megawatts.
Governo vai disponibilizar 500 MW para minigeração
Numa altura em que o Governo estuda a actualização do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE), que deverá ser apresentado no início do Outono, como anunciou o secretário de Estado da Energia e da Inovação, Carlos Zorrinho, durante a conferência "TIC e eficiência energético: o Estado deve dar o exemplo, que se realizou hoje em Lisboa, o aumento do contributo do Estado é já considerado uma prioridade.
Segundo os resultados do PNAEE 2009, o contributo do Estado para a eficiência energética do País é um dos mais baixos entre os diversos sectores avaliados e ainda está longe do ideal, por isso, este será um dos principais aspectos a ter em conta na revisão da estratégia.
O Barómetro Permanente de Eficiência Energética, anunciado pelo Governo aquando da apresentação dos resultados do PNAEE 2009, vai ser alargado à administração pública, de acordo com um plano de eficiência energética específico.
Um dos principais vectores deste plano é o incentivo à minigeração, que contempla unidades com potência até 250 kW. O secretário de Estado anunciou que o Governo vai «disponibilizar 500 MW de possibilidade de minigeração nas várias tecnologias renováveis». Esta medida será posta em prática no âmbito do programa “Escolas Verdes”, em que as escolas secundárias do País disporão de 50 MW para instalarem sistemas de minigeração. A produção de energia a partir de renováveis, em regime de minigeração, será também «fortemente incentivada» nos edifícios públicos. Nestes edifícios e escolas, serão ainda aplicados programas específicos de promoção da eficiência no consumo de energia.
Segundo os resultados do PNAEE 2009, o contributo do Estado para a eficiência energética do País é um dos mais baixos entre os diversos sectores avaliados e ainda está longe do ideal, por isso, este será um dos principais aspectos a ter em conta na revisão da estratégia.
O Barómetro Permanente de Eficiência Energética, anunciado pelo Governo aquando da apresentação dos resultados do PNAEE 2009, vai ser alargado à administração pública, de acordo com um plano de eficiência energética específico.
Um dos principais vectores deste plano é o incentivo à minigeração, que contempla unidades com potência até 250 kW. O secretário de Estado anunciou que o Governo vai «disponibilizar 500 MW de possibilidade de minigeração nas várias tecnologias renováveis». Esta medida será posta em prática no âmbito do programa “Escolas Verdes”, em que as escolas secundárias do País disporão de 50 MW para instalarem sistemas de minigeração. A produção de energia a partir de renováveis, em regime de minigeração, será também «fortemente incentivada» nos edifícios públicos. Nestes edifícios e escolas, serão ainda aplicados programas específicos de promoção da eficiência no consumo de energia.
Siemens fecha contrato para instalação do maior parque eólico marítimo da Dinamarca
O Setor Energy da Siemens assinou pedido da Dong Energy para fornecer 111 turbinas eólicas para o parque Anholt, que será a maior usina de energia eólica em alto mar da Dinamarca. Com 400 megawatts (MW), Anholt terá uma capacidade que é quase o dobro do Horns Ver 2 – atualmente o maior parque eólico marítimo do mundo em funcionamento com capacidade para 209 MW. Quando estiver em pleno funcionamento, o projeto do Parque Eólico Marítimo Anholt fornecerá energia limpa para aproximadamente 400 mil domicílios, o que é equivalente a cerca de quatro por cento do consumo total de energia da Dinamarca.
“Esse pedido fortalece ainda mais nossa posição como líder global em energia eólica oceânica”, comentou Wolfgang Dehen, CEO do Setor Energy da Siemens. “Estamos muito orgulhosos de trabalhar novamente com a Dong Energy em outro projeto de energia renovável, de alta visibilidade”.
“Esse pedido fortalece ainda mais nossa posição como líder global em energia eólica oceânica”, comentou Wolfgang Dehen, CEO do Setor Energy da Siemens. “Estamos muito orgulhosos de trabalhar novamente com a Dong Energy em outro projeto de energia renovável, de alta visibilidade”.
Primeira Feira de Energias Renováveis em Penamacor
O Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches, de Penamacor, promove na sexta-feira e no sábado a terceira edição da Feira das Energias Renováveis, que acontece pela primeira vez no centro da vila.
O evento é organizado pelos alunos dos cursos profissionais de técnicos de energias renováveis, formação na qual a escola penamacorense foi pioneira a nível distrital. No Terreiro de Santo António vão estar presentes 25 expositores, entre os quais diversas empresas da área.
«Muitas daquelas empresas já têm parcerias connosco para estágios e pretendemos criar outras», diz à Lusa Helena Pinto, a directora do agrupamento de escolas penamacorense, à agência Lusa.
A mudança de local é justificada com a necessidade de a escola ir ter com a comunidade. «Sabemos que é muito mais difícil trazer as pessoas à escola e por isso vamos nós ter com elas», sublinha aquela responsável.
O curso foi criado há quatro anos e conta actualmente com cerca de 40 jovens, divididos pelos três anos de formação. Um dos destaques do programa da feira é a realização de conferências sobre o tema das energias renováveis, com o deputado Jorge Seguro, coordenador do Grupo Parlamentar do PS na Comissão Eventual de Energia da Assembleia da República, a falar na sexta feira.
O evento é organizado pelos alunos dos cursos profissionais de técnicos de energias renováveis, formação na qual a escola penamacorense foi pioneira a nível distrital. No Terreiro de Santo António vão estar presentes 25 expositores, entre os quais diversas empresas da área.
«Muitas daquelas empresas já têm parcerias connosco para estágios e pretendemos criar outras», diz à Lusa Helena Pinto, a directora do agrupamento de escolas penamacorense, à agência Lusa.
A mudança de local é justificada com a necessidade de a escola ir ter com a comunidade. «Sabemos que é muito mais difícil trazer as pessoas à escola e por isso vamos nós ter com elas», sublinha aquela responsável.
O curso foi criado há quatro anos e conta actualmente com cerca de 40 jovens, divididos pelos três anos de formação. Um dos destaques do programa da feira é a realização de conferências sobre o tema das energias renováveis, com o deputado Jorge Seguro, coordenador do Grupo Parlamentar do PS na Comissão Eventual de Energia da Assembleia da República, a falar na sexta feira.
EDP: 90% do plano de investimentos é para renováveis
O plano de investimentos da EDP é quase na totalidade dedicado às energias renováveis, «excedendo os 90%», disse o administrador João Manso Neto.
«A percentagem de energias renováveis excede os 90% no plano de investimentos da EDP. Estamos a falar de eólicas em todo o mundo. Somos a terceira companhia eólica mundial, mais fortes em Espanha e nos Estados Unidos, mas também em Portugal, na Polónia e na Roménia», adiantou o administrador da EDP à Lusa.
Manso Neto falava à margem de uma conferência organizada pelo jornal «Sol», dedicada ao tema Ambiente, Economia e Empresas, que decorre no Museu da Electricidade, em Lisboa.
A tendência mundial para as energias renováveis parte do conceito de economia sustentável, «que proteja o ambiente, que viabilize o investimento e o crescimento dos países em desenvolvimento e que não danifique as indústrias dos países centrais», considerou o administrador da eléctrica portuguesa.
«As renováveis vão ter um papel muito importante, acabarão a prazo por ser, algumas delas, competitivas, com o aumento dos preços dos combustíveis fósseis e do preço do dióxido de carbono», disse João Manso Neto.
«A percentagem de energias renováveis excede os 90% no plano de investimentos da EDP. Estamos a falar de eólicas em todo o mundo. Somos a terceira companhia eólica mundial, mais fortes em Espanha e nos Estados Unidos, mas também em Portugal, na Polónia e na Roménia», adiantou o administrador da EDP à Lusa.
Manso Neto falava à margem de uma conferência organizada pelo jornal «Sol», dedicada ao tema Ambiente, Economia e Empresas, que decorre no Museu da Electricidade, em Lisboa.
A tendência mundial para as energias renováveis parte do conceito de economia sustentável, «que proteja o ambiente, que viabilize o investimento e o crescimento dos países em desenvolvimento e que não danifique as indústrias dos países centrais», considerou o administrador da eléctrica portuguesa.
«As renováveis vão ter um papel muito importante, acabarão a prazo por ser, algumas delas, competitivas, com o aumento dos preços dos combustíveis fósseis e do preço do dióxido de carbono», disse João Manso Neto.
Produção de parques eólicos pode quadruplicar no Brasil
Elevadas a cem metros de altura, turbinas que transformam vento em eletricidade estão se multiplicando no Sul e no Nordeste. Hoje, o País produz cerca 700 MW em parques eólicos (menos de 1% do total de energia gerada), mas esse volume deve ser quadruplicado até 2012, segundo a Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica).
Dois fatores são fundamentais para a expansão do setor: os leilões de compra de energia do governo federal, que dão garantia de rentabilidade aos projetos, e a oferta de crédito oficial que cobre até 70% do investimento realizado.
No último leilão em dezembro, o governo autorizou a compra de 1.808 MW. Segundo o presidente da Abeeólica, Ricardo Simões, a tendência é que essa marca seja ultrapassada em agosto, quando ocorre o próximo pregão para compra de energia de fontes alternativas.
Dois fatores são fundamentais para a expansão do setor: os leilões de compra de energia do governo federal, que dão garantia de rentabilidade aos projetos, e a oferta de crédito oficial que cobre até 70% do investimento realizado.
No último leilão em dezembro, o governo autorizou a compra de 1.808 MW. Segundo o presidente da Abeeólica, Ricardo Simões, a tendência é que essa marca seja ultrapassada em agosto, quando ocorre o próximo pregão para compra de energia de fontes alternativas.
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